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Pets e os fogos de artifícios

Com a chegada do final do ano, os humanos aproveitam para comemorar e extravasar seus sentimentos. Uma das formas de manifestação dessa alegria toda é a queima de fogos de artifícios. O espetáculo pirotécnico pode até ser bonito, mas infelizmente agride demais os animais – alguns chegam a entrar em verdadeiro estado de desespero – e, por isso, esse é um dos principais causadores de fugas, acidentes e até mortes de animais nesta época do ano.

Isso acontece, em grande parte, porque eles têm uma capacidade auditiva cerca de quatro vezes maior que os humanos. Assustados com o barulho, podem saltar cercas ou muros que normalmente não seriam transpostos.

As consequências da reação súbita dos animais em relação aos fogos de artifícios é alarmante. É grande o número de fugas, desaparecimentos, atropelamentos, ataques (investidas contra os próprios donos e outras pessoas), brigas (inclusive com outros animais com os quais convivem), mutilações em grades e portões, enforcamentos com as próprias coleiras, afogamentos em piscinas, quedas de andares superiores, choques elétricos, aprisionamentos ocasionais em porões, garagens, buracos e outros lugares de difícil acesso, além de paradas cardiorespiratórias, etc.

Mas, por que ficam tão apavorados? Principalmente por conta do seu Instinto de preservação.

Barulhos altos podem significar perigo. Por isso, de maneira geral, os animais tentam fugir de tais sons. Estrondos passam a idéia de que algo grande e poderoso se aproxima, como árvores caindo, relâmpagos, etc.  É de se esperar que ele saia correndo para não se ferir. Além disso, durante um espetáculo de pirotecnia, cachorros, gatos e cavalos sentem: palpitações, taquicardia, salivação, tremores, sensação de insuficiência respiratória, falta de ar, náuseas, atordoamento, sensação de irrealidade, perda de controle, medo de morrer, etc. Alguns animais mais frágeis, como pássaros e animais silvestres, chegam a morrer em razão dos fogos. O pânico das explosões também causa paradas cardiorrespiratórias, perdas auditivas e surdez. Outros animais chegam a sofrer alterações de seu ciclo reprodutivo e há histórico de animais que, pelo trauma, mudam de comportamento para sempre.

Existem terapias comportamentais (dessensibilização) e os remédios auxiliares que auxiliam no bem-estar emocional do pet e ajudam a acostumá-lo com os barulhos que lhe causam medo. Mas estes tratamentos levam pelo menos uns 30 dias para surtir um efeito satisfatório. Também há a possibilidade do uso de anti depressivos, que costuma ser muito mais seguro e de efeito duradouro do que os calmantes e sedativos. Mas lembre-se: nunca dê qualquer medicamento para o seu pet sem falar com o veterinário antes.

Algumas técnicas de relaxamento com massagens, sons especiais ou, em alta no momento, a “técnica do pano” – como é chamada a Tellington Touch, basicamente uma amarração que pressiona pontos específicos do corpo do animal, ativando a circulação sanguínea e relaxando (veja AQUI um vídeo explicativo) – também prometem ajudar.

Se você realmente se preocupa com o seu mascote, leve sempre isso em consideração ao planejar o que fará com ele nesses momentos. O que pode ser agradável para nós, representa um incômodo perigoso para os bichinhos. E fique atento a algumas atitudes que podem minimizar o impacto do barulho dos fogos. Sem esquecer também de se preparar para agir caso aconteça algum imprevisto.

Tudo isso pode ser evitado com prudência, amor, atenção e um pouco de boa vontade. Já que, infelizmente, a queima de fogos vai acontecer, aqui vão algumas dicas para manter o seu amigão a salvo durante as comemorações:

1. Coloque coleira e plaquinha de identificação  com o número do seu telefone (residência e celular). Esse pode ser o ‘bilhete de volta pra casa’ no caso de fugas. A coleira do gato deve ser elástica, para evitar enforcamentos ao se prender a galhos ou outro objeto. O microchip (saiba mais) é uma identificação perfeita e definitiva, mas não elimina o uso da plaqueta.

2. Verifique se muros, cercas e portões encontram-se em bom estado e são suficientes para impedir fugas, mesmo que o animal esteja apavorado. Antes do início dos fogos, acomode o bicho em um ambiente o mais protegido possível dos barulhos, dentro de casa ou numa área externa, em que ele fique isolado dos perigos.

3. Nunca deixe seu animal preso em corrente. Na hora do pânico ele pode se machucar e até se enforcar. Se tiver mais de um cão, evite deixá-los juntos por precaução. Excitados pelo barulho, eles podem brigar e se ferir gravemente.

4. Ofereça alimentos leves antes dos fogos. Distúrbios digestivos provocados pela agitação e pelo pânico podem, até mesmo, ser fatais.

5. Se você mora em apartamento, verifique se as telas de proteção das janelas estão firmes e seguras. Se não tiver tela, jamais deixe as janelas escancaradas, sobretudo se você tem gatos e se não estiver em casa.

6. Muitos cães normalmente escolhem um lugar para se abrigarem quando estão com medo. Se esse for o caso do seu cão, procure respeitar o local escolhido por ele - permita que fique lá.

 7. Mas se ele não fizer uma escolha natural, se possível, crie você mesmo um espaço, dentro da casa, e acostume o cão a freqüentá-lo. Deve ser um local com janelas e portas vedadas - quanto mais a prova de som, melhor, mas arejado. De forma a criar um ambiente que não tenha muito barulho e onde ele se sinta seguro. Algum cômodo mais afastado, que não esteja muito na frente da rua. Se puder ser o seu quarto, ótimo! Usar um ambiente associado com a sua pessoa vai ajudar bastante a deixar o cão mais seguro.

8. Dentro desse lugar, habitue-o a ouvir sons altos, bem altos, como de TV, rádio ou mesmo um CD de música, aumentando o volume gradualmente. Desse modo, quando houver barulho de fogos ou trovões você poderá encobri-los, mesmo que parcialmente. Acostume o cão a brincar e a se divertir naquele ambiente também sem haver trovões ou rojões, para o local não ser associado a barulhos assustadores.

9. Acostume aos poucos. Sempre que você e o cão ouvirem um barulho semelhante ao que causa medo nele, comemore com ele - dê petisco, jogue bola, etc.  Um modo seguro de acostumar o cão com barulhos cada vez mais altos é gravar sons de tempestade e de fogos e reproduzi-los em momentos agradáveis. Coloque para tocar em um volume baixo. Enquanto isso, confira a reação do seu bicho e tente distraí-lo com brincadeiras. Aos poucos e de tempos em tempos, vá aumentando o volume. Se ele voltar a mostrar medo, tente mais tarde. Dependendo do trauma do seu bicho, o processo pode ser longo e requerer uma dose extra de paciência. Respeite sempre os limites do seu peludo e, no final verá ele conviver bem melhor com os barulhos.

10. Sabemos que o impulso natural é tentar protegê-los ao máximo, mas evite pegar o animal no colo, abraçá-lo e consolá-lo. Na tentativa de acalmá-los acabamos estimulando o medo, pois assim o animal passa a associar aquele momento a algo ruim. Também não demonstre que você se assutou. Dê o exemplo e mostre que “está tudo bem”. O ideal é agir de forma natural, brincar com o animal, entretê-lo com seu brinquedo favorito, fazer festa, como se nada estivesse acontecendo.

11. Também não puna o seu cão, mesmo se ele soltar aquele xixi no tapete.

12. O mais correto é tentar desviar a atenção do seu cachorro com aquelas brincadeiras que ele mais curte.

13.  Se não estiver muito frio, ligue o ventilador (a circulação do ar ajuda a neutralizar o ruído que vem de fora).

14. Apesar de desconfortáveis, tampões de silicone ou algodão podem ser utilizados, mas retirados imediatamente, assim que o barulho cessar.

15. Saia para passear, correr e brincar com o seu cão várias vezes no dia das festas. Ele estará mais cansado durante a queima de fogos, e o medo dos rojões será menor.

16. Para os gatos, procure transformar um ambiente  no cantinho deles. Crie tocas com cobertores para aumentar a sensação de proteção. Abra portas de armários e deixe os lugares que eles gostam acessíveis, além de deixar água, comida e areia próximos. Deixe que se escondam e evite chamá-los.

17. Pássaros, roedores e outros animais também devem ter atenção especial. No caso dos pássaros, cobrir a gaiola pode ajudar a abafar o som e fazê-los sentir mais protegidos. o mesmo para roedores. Aquarios e gaiolas não devem ficar próximas de janelas ou entradas de ruídos.

18. O susto nos animais merece atenção dobrada dos tutores, pois há casos de animais que passam realmente mal - desde convulções a animais que morrem por sofrerem parada cardiorrespiratória devido ao estresse ocasionado pelo barulho excessivo. Cães e gatos, que já tenham histórico de doença cardíaca, devem ter cuidados especiais nessas situações.

19. Consulte um veterinário para saber sobre medicações que podem tranquilizar seu bichinho. Muitas pessoas utilizam florais, que são essências extraídas de flores silvestres. Segundo elas, esse é um recurso válido pois auxilia no equilíbrio das emoções e não tem contra indicações. Mas lembre-se: nunca dê medicamentos ao seu cão ou gato sem indicação médica!

20. Deixe o telefone de emergência do  veterinário à mão, para o caso de uma necessidade. Só para garantir!

21. E, por último: sabemos que a tentação de compartilhar todos os momentos com o seu mascote é enorme. Mas, definitivamente, shows pirotécnicos não combinam com a presença de animais. Portanto, se não quiser perder o show de fogos de jeito nenhum, deixe o seu pet em casa, em segurança e, preferencialmente, sob supervisão.

 

FELIZ 2019!!!

 

Larissa Rios (TURISMO 4 PATAS)

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