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VERÃO ANIMAL

Quando chegam as férias de verão, todo mundo quer saber: quais as praias nas quais posso ir com o meu mascote?

Bom, aqui no Brasil, infelizmente as opções são bem restritas. Até pouquíssimo tempo atrás, a presença de cães nas praias do litoral brasileiro era terminantemente proibida por lei - sujeita a penalidades como pagamento de multa ou até mesmo apreensão do animal. Mas, graças aos esforços e à organização de movimentos como o @vaitercachorronapraiasim , este ano fechamos com 2 destinos 'praieiros' para curtirmos com nossos mascotes: Natal e Rio de Janeiro!! (fora estes dois, continua proibido oficialmente). São Paulo, Santos, Fortaleza, Vitória e Recife estão na batalha. 

Também aparecem as dúvidas sobre como cuidar do “companheiro de 4 patas”. Nessa época os tutores de animais de estimação não escondem a apreensão sobre o que fazer com eles, quais os programas, os horários, como cuidá-los, etc.

Levar o pet à praia, por exemplo, pode ser um programa muito divertido. Para você e para ele. Mas requer sim, bastante cuidados - com o seu amigão e com os demais frequentadores, principalmente quando a praia é movimentada e com muitas crianças.

As medidas de prevenção e de conscientização, já começam a partir das fezes deixadas na areia. Ou melhor, que NÃO devem ser deixadas na areia. Nelas escondem-se algumas doenças que podem ser transmitidas ao homem, trazendo-lhes muitos incômodos durante a temporada de verão. Ao pisarem ou sentarem em locais infestados por essas fezes as pessoas podem adquirir doenças como, por exemplo, o famoso Bicho Geográfico ou a Toxocariose.

O Bicho Geográfico recebeu este nome exatamente por deixar este rastro sinuoso e desregulado, com uma marca semelhante a um mapa e muito avermelhado. O parasita, em geral, permanece apenas na região superficial, causando vermelhidão, coceira e irritação da pele. Ele também é conhecido como Dermatite Serpinginosa e não é somente na praia que pode ser transmitido, pois parquinhos de diversão, jardins e campos com areia podem conter as larvas, já que muitos cães e gatos também passam por lá. Já a Toxocariose é muito mais séria. É causada pela ingestão de ovos de larvas do parasita Toxocara canis, também encontrados nas fezes de animais contaminados e atinge o ser humano, mas sobretudo as crianças que permanecem na areia e, sem perceber, levam brinquedos ou as mãos à boca. Após a ingestão dos ovos, são liberadas larvas no intestino que passam para a corrente sangüínea e circulam pelo organismo podendo se alojar em diversos tecidos ou órgãos, e em especial no fígado, no globo ocular ou no cérebro humano, causando lesões graves. Essa verminose também pode atingir o seu cão. 

Portanto, a preocupação não deve ser somente em relação à saúde dos humanos. Os pets também demandam alguns cuidados especiais durante as férias de verão.

O Difilaria Immitis é um dos vermes mais temidos. Conhecido como o “verme do coração”, se aloja principalmente no ventrículo direito e na artéria pulmonar do animal, causando a Difilariose, doença debilitante e potencialmente fatal. O verme do coração é transmitido por um mosquito comum em cidades beira-mar. A larva se reproduz e migra até o coração podendo matar por insuficiência cardíaca. O animal contaminado apresenta tosse, cansaço e falta de ar. Previna o seu bicho do problema através do uso de repelentes e administrando medicamento específico para esta profilaxia desde filhote (sob orientação do vet).

Ectoparasitas, como pulgas e carrapatos, são abundantes em cidades de veraneio e além de desenvolver doenças de pele como dermatite alérgica, causam sérios danos à saúde do animal.

Engolir água do mar, em excesso, pode causar alguns problemas como, por exemplo, diarréia e vômitos. O ideal é hidratar bastante o mascote e, caso os sintomas persistam, levá-lo ao veterinário o mais breve possivel.  

A alimentação deve ser sempre de boa qualidade e, preferencialmente, não alimentá-lo momentos antes de sair e nem logo que chegarem à casa. Fora a alimentação comum do seu animal, opções leves e saudáveis como alguns legumes e frutas podem servir de petiscos. A dica é mantê-los na geladeira ou resfriador de alguma forma, para que sejam consumidos fresquinhos e aliviem o calor. 

Lembre-se de hidratar o seu melhor amigo fornecendo muita água, limpa e fresca para ele beber.  Ele irá agradecer. Mas esteja atento à uma coisa: Por conta do calor excessivo, muitos animais tomam grande quantidade de água e voltam a brincar. Este inocente procedimento pode gerar torção gástrica. Isto porque animais de porte grande têm as caixas toráxicas largas e os órgãos cheios podem girar internamente. Normalmente esse mal obriga o animal a passar por uma cirurgia e, muitas vezes, pode ser fatal. Previna oferecendo água ao seu peludo de forma regular, mas em pouca quantidade.

Os pets também sofrem com o sol. Não possuem a mesma resistência que os humanos em relação ao calor. A pele deles não transpira como a sua. Por isso, há o risco da desidratação, queimaduras e até câncer de pele. Especialmente os cães de pele branquinha, albinos ou não, com pouco pêlo ou manchas despigmentadas, precisam ser protegidos todos os dias.  Não devem ser expostos ao sol forte (das 10h as 15h) e os passeios são aconselhados nos horários entre as 7 às 10 da manhã e depois das 5 da tarde

Quando estiver na praia, atenção redobrada: melhor munir-se de alguns acessórios. O guarda-sol é essencial para poder oferecer uma boa sombra ao seu cão. Além disso, o mercado pet oferece hoje uma série de produtos específicos, desde óculos de sol a protetor solar para pets. Protetor solar para humanos não devem ser utilizados em animais,  podem podem provocar alguma intoxicação ou alergias. Consulte o veterinário para que ele (e só ele!) possa te indicar a melhor opção para o seu amiguinho. Faça aplicação especial nas pontas das orelhas, no focinho e no saquinho (se for macho). Não esqueça da barriga e das partes do corpo com pouco pêlo.

Tanto a areia quanto a água do mar podem provocar algumas doenças de pele, ouvidos e olhos nos bichinhos. O cloro da piscina também é vilão, podendo irritar os olhos e afetar o aparelho digestivo do animal. Por isso, nada de preguiça!! Ao sair da praia ou da piscina, dê um bom banho no seu amigão limpando bem olhos, ouvidos e pêlos para que não fique nenhum resquício de areia, sal ou cloro. Atenção especial para a secagem e escovação dos pêlos. A umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias.

 

Algumas pessoas também recriminam a presença dos cães nas praias porque temem um ataque do animal ou brincadeiras que podem resultar em choro de criança, arranhões, leves mordidas ou tombos.

Então, antes de partir para a sua praia favorita levando o seu peludo a tiracolo, primeiro tenha a certeza de que ele será bem-vindo. E se ele for bem-vindo, quais são as regras? 

Praias, como qualquer outro espaço de uso comum e popular, podem ser um potencial campo de conflitos. E, uma pesquisa feita pelo site americano 
DogFriendly.com diz que a razão principal para a proibição de cães nas praias é a indiferença dos tutores às regras - especialmente a de manter o cão na guia e coleira. Seguir essa regra pode evitar incidentes como uma pessoa ser atacada ou mesmo o seu cão ser importunado por outro cão e acabar gerando uma briga desnecessária. Imagine uma pessoa relaxando na areia e, de repente, vem um cão correndo desgovernado ao seu encontro ou pula sobre ela. Além de suja ou molhada, ela levará um baita susto pois não sabe se o cão é amigável ou não.

A segunda razão pela qual os cães não são bem-vindos nas praias são os resíduos deixados para trás. Nunca é demais repetir que os tutores devem SEMPRE recolher os dejetos dos seus animais, na praia e em qualquer outro lugar. Tenha sempre saquinhos para recolher as fezes do seu animal. 

Para frequentarem praias ou quaisquer outros ambientes pet friendly é importante também (MUITO IMPORTANTE!) que o seu cão seja uma animal dócil e sociável, com seres humanos e com outros animais. Nada de comportamentos agressivos ou reativos, porque quaquer que seja a sua justificativa - medo, dominância, traumas, possessividade, etc. O seu animal não pode demonstrar nenhum tipo de agressividade, deve saber como socializar com os demais frequentadores e você não deve jamais tirar os seus olhos dele, ok? 

Os animais não têm culpa desses incidentes, a responsabilidade é mesmo somente dos tutores. Por isso, o primeiro passo para que estas zoonoses deixem de ocorrer e para que os nossos mascotes sejam cada vez mais bem-vindos em locais públicos, é a conscientização dos proprietários, para que sejam responsáveis pela conduta dos seus animais, para que não deixem de recolher as fezes deles e para que mantenham os seus mascotes sadios e longe de parasitas.

Essas dicas são úteis para garantir um verão saudável para seu pet e para evitar que as pessoas reclamem quando virem o seu mascote se refestelando na areia da praia, na maior folga, alegria e diversão.

 

Então, vamos recapitular:

- Verifique a legislação local certificando-se de animais são bem-vindos ao destino que forem visitar;

- A vacinação e vermifugação do seu animal deve estar em dia, assim não há possibilidade de transmitir ou adquirir doenças;

- Identifique o seu cão com nome e telefone na plaquinha;

- Não ultrapasse três horas de permanência na praia, antenha-o na sombra, principalmente se ele tiver pele, focinho ou pêlos claros. Evite o período das 10h as 15hs;

- Leve sempre água potável (filtrada ou mineral), pois a ingestão de água salgada, além de causar diarréia, desidrata;

- Fique de olho para que o seu bichinho não coma nada fora do habitual, como restos de peixes – que podem agredir o estômago;

- Lave e seque bem o seu cão após o banho de mar pois a umidade facilita a ploriferação de bactérias, podendo causar alergias, fungos e micoses na pele ou infecção no ouvido dos bichinhos. O acumulo de sal também pode causar transtornos.

- Não permita que o seu cão chacoalhe próximo das pessoas para não molhá-las;

- Não o deixe se aproximar ou cheirar as pessoas (principalmente as crianças, elas podem se assustar). Respeite quem não gosta ou tem medo de animais. A menos que ele seja convidado;

- Latidos excessivos incomodam. Controle;

- Também não deixe que ele cave buracos e jogue areia nas pessoas;

- Só permita que o seu cão circule sem guia se a praia estiver vazia ou se for uma área destinada exclusivamente para pets e for permitido ficar livre;

- Se a raça do seu cão requer o uso da focinheira, a lei deve ser seguida;

- O seu cão deve ser bem comportado, ouvir e obedecer aos seus comandos;

- Não jogue lixo na praia. Desfrute e respeite a natureza;

- Recolha SEMPRE as fezes do seu animal!! Coloque na lixeira apropriada. Não deixe para trás, não enterre na areia e nem jogue na água do mar;

- Mantenha o seu animal sempre sob controle.

 

 

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